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Com lucro bilionário, Energisa expõe modelo que privatiza ganhos e socializa custos

Enquanto acumula lucros bilionários, a Energisa, empresa privada, volta a recorrer a recursos públicos para sustentar sua expansão. O BNDES aprovou mais de R$ 1 bilhão em financiamento para o grupo, que registrou lucro de R$ 3,14 bilhões em 2025 — evidenciando, mais uma vez, a contradição de um modelo que socializa riscos e privatiza ganhos.

Os investimentos anunciados, voltados à ampliação e modernização da rede de distribuição, são apresentados como avanço na qualidade do serviço. No entanto, a própria empresa admite que direciona seus aportes a partir da lógica de rentabilidade, deixando de lado áreas estratégicas quando o retorno não é considerado atrativo.

Na prática, consolida-se um modelo em que recursos públicos fortalecem a expansão de grandes grupos privados, sem garantir, na mesma medida, valorização dos trabalhadores, estabilidade no fornecimento ou compromisso efetivo com a população.

A melhoria do sistema elétrico não pode servir apenas à ampliação das margens de lucro. É necessário que os investimentos estejam vinculados à valorização da categoria e à garantia de um serviço de qualidade para a população.

O Sinergia Prudente reafirma: não aceitaremos um modelo que socializa riscos e concentra lucros nas mãos de empresas privadas. Seguiremos na linha de frente na defesa dos trabalhadores e na luta por um setor elétrico comprometido com o interesse coletivo.

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