A greve dos eletricitários e eletricitárias da Reenergisa teve início à 0h do dia 2 de abril, resultado direto da postura intransigente e inflexível da empresa nas negociações.
Durante a mesa redonda mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas, o sindicato apresentou diversas propostas alternativas na tentativa de construir um acordo. Todas foram rejeitadas. A empresa se recusou a avançar em qualquer ponto da pauta, inviabilizando o diálogo e levando ao arquivamento do processo sem consenso.


O desfecho escancara uma conduta clara: a Reenergisa não negociou, impôs. Ao ignorar todas as possibilidades de construção coletiva, esvaziou o espaço de mediação e deixou à categoria apenas uma alternativa legítima: a greve, que já mobiliza trabalhadores e trabalhadoras em Presidente Prudente, Presidente Venceslau e Adamantina.
O Sinergia Prudente reforça que a responsabilidade pela paralisação é exclusiva da empresa, que optou pela recusa sistemática ao diálogo. A categoria segue unida, exigindo respeito e valorização, enquanto o sindicato permanece aberto à negociação, desde que haja mudança real de postura por parte da Reenergisa.